DE RUI CATALÃO
BALLETEATRO AUDITÓRIO
30 SET | 21H30
Com residência artística de 5 dias
"Elogio da classe política portuguesa (seguido de uma canção popular)" (2004) foi a primeira e última peça que Rui Catalão apresentou em Portugal. Desde então o seu trabalho concentrou-se na Roménia.
Cinco anos e meio depois, Rui Catalão apresenta a estreia do seu primeiro solo: Dentro das Palavras. A palavra inglesa character significa personalidade e personagem. Se imaginarmos um solo intitulado My character, estão criadas as condições para uma peça que pode consistir num retrato psicológico na primeira pessoa (quem sou), mas também denunciar o dispositivo fictício (o que represento). Na língua portuguesa, personalidade e personagem, tal como ser e representar, são termos antitéticos. O objectivo deste trabalho é apagar a linha que os separa.
RUI CATALÃO DENTRO DAS PALAVRAS representa um balanço de dez anos a trabalhar na dança, a privar com bailarinos, e teve origem durante o período em que viveu na Roménia e trabalhou no CNDB (Centrul National al Dansului din Bucuresti). Reflecte sobre o seu progressivo desligamento da linguagem falada como principal meio de expressão, mas também como a vida do corpo sofre essa mudança. As dicotomias isolamento-comunicação, ocultação-revelação, fazem parte da matriz deste projecto, que procura trazer à superfície um dos dilemas das artes e do pensamento contemporâneo que melhor sobreviveram ao fim do modernismo: a relação entre verdade e ficção, entre personalidade e personagem, entre privado e público.
Autor e intérprete Rui Catalão
Desenho de Som Fernando Fadigas
Desenho de Luz Eduardo Pinto
Fotografia Patrícia Almeida
Gestão de Projecto Tânia Guerreiro
Produção PI - Produções Independentes
Co-produtores Centro Nacional de Dança de Bucareste (Roménia), Atelier Real, Galeria Zé dos Bois (ZDB) e PerFormas
Projecto Financiado por MC (Ministério da Cultura), DGARTES (Direcção Geral das Artes)
Local
balleteatro auditório
Praça 9 de Abril, 76
4200-422 Porto

©Patrícia Almeida
DE JOÃO COSTA MM
BALLETEATRO AUDITÓRIO
1 OUT | 21H30
"Simon é uma pesquisa sobre um ser HUMANO que preferia não o SER", é também um projecto que envolve os meios fotografia, performance, instalação, cinema.
Iluminação e direcção artística Francisco Tele
Manipulação sonora LUPECA
Novo figurino Alexander Mcqueen e Joao Costa Espinho
performer no filme e fotografia Romeu Runa
Em residência 2006 Pedro Pinto e Vera Mota, pós criação Micaela Maia
co-produção SALABRANCA LAB e o Espaço do Tempo
Apoio Fábrica de movimentos, Festival da Fábrica 2009,
Tucá-tulá Festival, ACT Festival Bilbao, CONTAGIARTE,
Câmara Municipal de Espinho - Divisão Cultural

DE JOÃO COSTA
BALLETEATRO AUDITÓRIO
1 OUT | 22H15
"O palco se entendido como um microscópio que especializa o processo de olhar, concentra no seu espaço iluminado a matéria de estudo, como numa lamela se concentra a porção a observar."
Vera Santos
Direcção, concepção e interpretação João Costa
Desenho de luz Wilma Moutinho
Espaço cénico so.lu
Manipulação sonora lupeca
Direcção técnica Wilma Moutinho / Francisco Tavares Teles
Produção salabranca
Co-produção Balleteatro, Culturgest
Apoio Fábrica de Movimentos, Contagiarte - Associação Ácaro, Câmara Municipal de Espinho
Local
balleteatro auditório
Praça 9 de Abril, 76
4200-422 Porto

orientada por Jorge Queijo
BALLETEATRO
2 OUT | 14H00 - 18H00
A música nas artes performativas – Criação e métodos de pesquisa
Os princípios básicos que estão intrínsecos na criação de toda a música servem de ponto de partida para a exploração e criação de trilhas sonoras nas artes performativas.
Estuda-se a utilização dinâmica da música, elementos contemporâneos, experimentais, elementos de análise externos à própria música e à dança assim como a “observação/audição” e estudo da importância do som(s), do ritmo e o seu enquadramento linear ou abstracto nas artes performativas.
Atelier de exploração prática.
Destinatários profissionais das artes performativas
Local
balleteatro auditório
+INFO
balleteatro serviço educativo
Praça 9 de Abril, 76
4200-422 Porto
Tlf. 225508918 ou 937631900
formacao@balleteatro.pt
COM NÉ BARROS E JOÃO MARTINHO MOURA [ENGAGE LAB]
BALLETEATRO AUDITÓRIO
2 OUT | 21H30
Coreografia e interpretação Né Barros
Arte Digital João Martinho Moura [engageLab, Universidade do Minho]
Participação de Isaque Ferreira
Coordenação técnica Alexandre Vieira
Produção executiva Patrícia Caveiro
Produção balleteatro
Apoio Apple mcservice
Performance produzida no âmbito das Quintas de Leitura
"Entre os diversos cruzamentos, a arte digital é ainda um domínio em expansão na dança. Apesar da apropriação das novas tecnologias encontrar diversos e importantes exemplos na dança, trata-se de um domínio com potencial a explorar ao nível estético e artístico. Neste projecto, o corpo é o primeiro motor da acção, mas este corpo coreográfico evolui para uma relação com o seu “duplo” artificial de forma a tentar gerar um espaço comunicativo onde se desafiam os limites coreográficos e se redimensiona o Gesto. Trata-se de um trabalho naturalmente em progresso, mas onde se testam já as suas possibilidades performativas."
Né Barros
"Numa aproximação generativa à performance na sua vertente digital, tentam-se criar ambientes virtuais de transformação e transição, espaços existentes por entre os espaços reais, dotados de corporalidade e interactividade, numa sinergia entre a luz e a escuridão, entre o corpo e o gesto, entre o real e o digital."
João Martinho Moura
"Desenvolvido como trabalho de colaboração entre o Balleteatro e o Mestrado em Tecnologia e Arte Digital da Universidade do Minho, este projecto é um excelente exemplo das sinergias das variadas facetas da criatividade que se manifestam sobre a forma do performativo, do visual, do sonoro e tecnológico num todo coerente e complementar iluminando a importância das colaborações entre a arte e tecnologia. As linguagens entre esses dois pólos aparentemente dispares entrecruzam-se e quando mutuamente compreendidas elaboram um discurso poderoso."
Pedro Branco
Local
balleteatro auditório
Praça 9 de Abril, 76
4200-422 Porto

LuisFerraz©balleteatro
Um Filme | concerto pelo Space ensemble
BALLETEATRO AUDITÓRIO
2 OUT | 22H00
Varis | Crow | Corvo
Finland 2004, 37 min, Beta SP, Color
Realização Esa Nissi
Fotografia Vesa Taipaleenmäki
Edição Mika Ronkainen Rostislav Aalto
Som Rune Hansen, Tor Vadseth
Produção Mika Ronkainen
O documentário de Esa Nissi é acerca da simbiose do homem e do corvo. A história de um corvo do campo que se adapta à vida moderna na cidade (Oulu, uma cidade no norte da Finlândia). O Inverno vem a caminho e a natureza já não providencia alimento suficiente ao corvo. Ao sair do campo, tem de mudar radicalmente o seu estilo de vida, a migração para fugir ao Inverno está próxima. Felizmente, ao contrário dos seus antepassados, o corvo não tem de fazer um voo migratório pelo centro da Europa, a cidade mais próxima dá-lhe os meios necessários para passar o Inverno.
Poderá o homem da cidade ajudar?
Este documentário, para além da ilustração cómica da interacção entre humanos e animais, expressa, implicitamente, uma atitude de conservação da natureza e uma crítica ao consumismo.
O Space Ensemble acompanha este filme com interpretação ao vivo, recriando assim o ambiente do cinema mudo.
Este Ensemble tem-se notabilizado por usar nas suas apresentações instrumentos poucos convencionais, tais como theremin, Air- FX, sequenciadores, samples, DJ set, contratear, mesa, serrote, balões, brinquedos em perfeita sintonia com os instrumentos clássicos (harpa, flauta, piano) ou populares (guitarra, clarinete, saxofone, bateria, contrabaixo).
Local
balleteatro auditório
Praça 9 de Abril, 76
4200-422 Porto
DE JOANA CASTRO
BALLETEATRO AUDITÓRIO
3 OUT | 21H30
Depois de variadas experimentações em palco na mesma temática, fui criando
uma especial empatia com o Lugar vazio, e a sua simplicidade tornou-se numa
complexidade um tanto inquietante e interessante por descobrir.
Materializar aquele Lugar deixou de ser apenas roubar o seu próprio espaço, mas
dar-lhe um significado.
Um solo com o meu corpo e materiais no espaço. Centrado na minha visão sobre
a realidade actual. Desconstruindo um lugar viciado e perdido no tempo, criando
assim um espaço de cor e matéria sem história.
Criação e interpretação Joana Castro
Música ao Vivo Teresa da Silva
Fotografia Tiago Oliveira
Vídeo e Montagem Joana Castro e Lino Cabral
Intervenção artística Flávio Rodrigues e Rui Marques
Apoios Balleteatro e ESMTC
Joana Castro é artista associada do balleteatro 2010
Local
balleteatro auditório
Praça 9 de Abril, 76
4200-422 Porto

DE FLÁVIO RODRIGUES
BALLETEATRO AUDITÓRIO
3 OUT | 22H30
“Tarde demais Mariana (2006) é o título do meu primeiro solo. Reconheço este projecto como ponto de partida para as posteriores criações: Brian Slade (2007). CATÁLOGO (2008), Charlotte O`Day (2009) e Até ao fim / Until the end (2010).
Em "Até ao fim /Until the end" a mais recente criação,levanto questões relacionadas com a percepção de fim: o finalizar de percursos ou ciclos. E é neste desafio que procuro estratégias e soluções "para uma não-significação de fim". A "construção" de circunferências é a metáfora que tendo a usar para encontrar no fecho uma forma de recomeçar. E é talvez como consequência desta consideração que estou a pensar no ciclo que as minhas performances criaram, e neste sentido, surge a intenção de repensar "Tarde demais Mariana", e levar comigo para estúdio, agora, o "peso de todo o procedente historial".
É também importante salientar que o meu trabalho se baseia em abordagens autobiográficas, e que a peça em questão surge da comparação, confronto e cumplicidade entre os textos de Filomena Cabral e a minha experiência e vivência.”
Direcção artistica Flávio Rodrigues
Figurinos Filipa Pires
Fotografia Tiago Oliveira
Aconselhamento artistico Vera Mota
Apoio balleteatro
Local
balleteatro auditório
Praça 9 de Abril, 76
4200-422 Porto

